Eu apóio Jean Wyllys para Dep. Federal PSOL RJ 5005 - Vote na coerência RJ!!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

No período eleitoral todos defendem escolas de turno integral

No período eleitoral todos defendem escolas de turno integral


Fiquei indignado com a promessa que Yeda Crusius fez no final de semana. Yeda disse que se fosse reeleita faria turno integral nas escolas estaduais.  Mas porque ela não fez isso durante seus quatro anos de governo?  Será que ela está pensando em fazer turno integral nas escolas de lata?
 Também me indigno com Fogaça e Tarso Genro. Eles também já tiveram a oportunidade de colocar o projeto em prática e nunca fizeram. Agora, demagogicamente, voltam a defendê-lo.  Nós somos o único partido que quer implementar as escolas em turno integral nos moldes pensado por Darci Ribeiro e implementadas, no Rio de Janeiro, pelo então governador Leonel Brizola. Isso é um compromisso e consta no nosso programa.
Forte abraço!
Pedro Ruas
Foto: Higino Barros


http://pedroruaspsol.wordpress.com/2010/07/20/no-periodo-eleitoral-todos-defendem-escolas-de-turno-integral/

Pior a emenda que o soneto

Pior a emenda que o soneto

Quando o prefeito e o secretário municipal de Urbanismo me chamaram para uma conversa sobre a cidade, logo no começo da nova gestão, um dos assuntos urgentes era a revisão do Plano Diretor, um processo que se iniciou na Câmara Municipal no ano passado. Se houve o convite, foi pelo reconhecimento do acúmulo de experiência e trabalho do nosso mandato, especialmente frente ao Plano Diretor Decenal.
Por ter, de fato, conhecimento sobre a causa, expus todas as minhas preocupações ao prefeito. Disse a ele que o Plano Diretor de 1992 deveria ter passado por uma revisão em 2002. Ou seja, são 18 anos de uma estratégia traçada para uma cidade que não existe mais. Frisei que de nada adiantaria uma revisão sem a realização de um profundo diagnóstico do Rio de Janeiro, sob todas as suas faces.
Para que a revisão do Plano do Diretor fosse real, assinalei que era preciso um mapeamento da cidade, com trabalho de campo posterior para confrontar dados técnicos e realidade. Seria necessária também uma ampla participação da sociedade e discussões abertas sobre os diversos setores que o Plano Diretor abrange para que este novo planejamento se constituísse naquilo que a cidade exige e necessita para evoluir de forma plena. Nada disso aconteceu.
Mais grave. Neste processo de revisão sequer foram observados exigências cruciais como a adequação, ao Estatuto da Cidade, do Substituto n° 3 – proposta que constitui a base da revisão do Plano Diretor-, como foi recomendado pelo Ministério Público à Mesa Diretora da Câmara Municipal. Também não foram cumpridas as disposições transitórias que exigiam uma primeira revisão do Plano após cinco anos e deveriam ter estabelecido os instrumentos institucionais, fiscais, urbanísticos, tributários, e os demais, que regeriam a aplicação do que foi decidido pelo Plano Diretor.
Como se vê, é preciso começar do zero. É preciso começar o que nunca foi feito. Caso contrário, o Plano Diretor que a Câmara revisará não passará de uma farsa. Executivo e Legislativo tem sido coniventes ao permitir que a tramitação prossiga. E não podem alegar inocência ou desinformação sobre o risco de o Plano Diretor, por exemplo, promover a alteração da legislação urbanística vigente e os parâmetros das Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (Apacs) que, na prática, impedem a especulação imobiliária em áreas valorizadas da cidade. Não consegui entender o motivo de espanto do prefeito com a noticia veiculada recentemente na midia.
Especialistas do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ) , do Grupo de Apoio Técnico ao Ministério Público e movimentos sociais já haviam feito duras críticas ao texto revisado, críticas estas encaminhadas à Comissão Especial do Plano Diretor da Câmara do Rio. Com base no relatório do IPPUR, foi instaurado um inquérito civil junto ao Ministério Público, a pedido de entidades civis, de nosso e de outros mandatos, a fim de impedir que este plano seja sacramentado. Caso seja aprovado, o Ministério Público adianta que a Procuradoria Geral da Justiça poderá arguir inconstitucionalidade do projeto por tudo que foi exposto até aqui. E o Plano Diretor será arquivado.
Quem não vem acompanhando o processo de revisão do Plano Diretor da Câmara, talvez tenha se surpreendido ao saber que o Plano Diretor recebeu 1051 emendas dos vereadores, 45 emendas do Executivo e 47 emendas e subemendas. As emendas do Executivo mudaram 96% do teor do Substitutivo n° 3, que praticamente deixou de existir. Não bastasse este arremedo de Plano – um total desconhecido-, na calada da noite foram apresentadas mais 86 emendas de autoria desconhecida e sem numeração, fato sem precedentes no Legislativo e que traz à tona a gravidade da situação.
A conversa com o prefeito morreu na praia. Estamos na iminência de mais uma vez provar para a população que o Legislativo é inoperante, pouco confiável e nada atuante. É isso mesmo?

http://eliomarcoelho.wordpress.com/2010/06/30/pior-a-emenda-que-o-soneto/

Rio Antigo, toda sexta!

Rio Antigo, toda sexta!

O Corcovado, antes conhecido como Pináculo da Tentação, ganhou a estátua do Cristo Redentor no dia 12 de outubro de 1931. A construção do monumento foi resultado de um clamor público. Uma lista com 20 mil assinaturas foi encaminhada ao então presidente Eptácio Pessoa, em 1922, pedindo permissão para que a imagem fosse erguida no morro. As obras duraram cinco anos e criaram o ícone da cidade do Rio de Janeiro, que foi reinaugurado na última quarta-feira depois de meses de reforma.

http://eliomarcoelho.wordpress.com/2010/07/01/rio-antigo-toda-sexta-55/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sarau, Chorinho e Samba na Praça Elis Regina!

Data: domingo,25 de julho de 2010
Hora: 13:00
Localização: Na Praça Elis Regina (Butantã)
No dia 25 de julho, domingo, faremos mais uma atividade em defesa da Praça Elis Regina.
Teremos sarau, chorinho e samba, além de mais uma edição do nosso brechó!
Esperamos vocês lá!



Fonte: 

http://mauriciocosta.blog.br/2010/07/20/sarau-praca-elis-regina-25-07/

Programa de Campanha - Jean Wyllys para Deputado Federal 5005 PSOL RJ!!!

Um novo candidato para uma nova política

Compromisso de mandato

ÉTICA PÚBLICA

Assumo o compromisso de honrar meu mandato, não cedendo a quaisquer esquemas de corrupção e procurando denunciá-los sempre que os flagrar, por entender que a violência praticada por parlamentares corruptos – os crimes de colarinho branco - equivale àquela dos que roubam a mão armada:
levando dinheiro em cuecas, meias e malas para dar apoio a políticas nefastas do executivo ou, simplesmente, para fechar os olhos diante dos abusos
praticados pelo executivo, os parlamentares corruptos matam muito mais gente, pois os recursos que eles desviam poderiam ser usados para salvar vidas
em serviços públicos de saúde decentes, transportes seguros, em obras de prevenção contra desastres como os ocorridos no Rio de Janeiro e no Nordeste
durante as últimas chuvas ou numa educação que dê perspectivas à juventude. Muito antes de pensar em me candidatar já apoiava iniciativas da sociedade
civil como a ABRACCI – Articulação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade. Desde já, filiei-me a um partido que trabalha arduamente no combate à corrupção eleitoral e à venda de votos; e que prima por campanhas limpas em todos os sentidos. Por tudo isso, adotei, como slogan, “um novo candidato
para uma nova política”.

DIREITOS HUMANOS E LIBERDADES CIVIS
Primeiro eu quero esclarecer que as minhas propostas para os LGBTs fazem parte de um conjunto maior de propostas em favor dos Direitos
Humanos e das liberdades civis. Bom, além de me engajar na defesa de projetos de lei que já tramitam no Congresso Nacional, como o que criminaliza a
homofobia e o que institui a união estável ou a parceria civil ou, ainda, como alguns preferem, o “casamento” entre homossexuais, além disso, vou lutar
contra a aprovação do projeto de lei que proíbe casais homossexuais de adotar crianças. É inadmissível que parlamentares fundamentalistas religiosos
preferiam ver crianças apodrecendo de solidão e desafeto - e, em alguns casos, sofrendo maus tratos - em orfanatos do que as ver em lares constituídos por
casais homossexuais, recebendo afeto, proteção e conforto material! Isto é inadmissível! Além disso, se eleito, vou cumprir meu papel legislativo de fiscalizar
a implantação do Plano Nacional de Direitos Humanos e do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT por parte do Poder
Executivo e de acompanhar processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal e que são do interesse dos LGBT, como os relacionados à união estável
entre homossexuais e ao reconhecimento e adoção do nome social de travestis e transexuais (há inclusive o Projeto de Lei da Câmara 072/2007 que prevê
a substituição do nome de pessoa transexual por cuja aprovação pretendo lutar). Outros projetos específicos para os LGBT surgirão ao longo do mandato,
dependendo das necessidades desta comunidade à qual pertenço, e serão construídos em parceria com o movimento social.
MEIO AMBIENTE
O meio ambiente também vai estar entre as minhas preocupações como parlamentar. Não só o meio ambiente entendido como o que resta de nossas
florestas e espécies ameaçadas de extinção, mas como espaço da teia de relações entre os seres humanos e outros seres vivos e minerais (a água é um
mineral, não nos esqueçamos de sua importância para vida). Pretendo fiscalizar as políticas do Executivo para o meio ambiente e propor leis que assegurem
o desenvolvimento sustentável por reconhecer o planeta como um organismo vivo do qual fazemos parte e do qual dependemos para continuar existindo.
EDUCAÇÃO CIDADÃ
Como professor, eu pretendo ainda dar atenção especial à educação (à pública em especial), por meio de projetos de lei que promovam e assegurem
uma educação para uma cultura sustentável e para a diversidade cultural. Sem educação de qualidade para todos, a gente não desenvolve nosso
potencial como povo nem forma cidadãos ativos e que respeitem o ambiente em que vivem e as pessoas diferentes com quem convivem.
ESTADO LAICO E DE DIREITOS
A defesa do estado laico e de direitos, livre de paixões religiosas, e o combate à intolerância religiosa também vai estar em minha agenda de parlamentar.
Acredito que, por sermos um povo diverso culturalmente, o estado deve assegurar aos cidadãos a liberdade de crença e de livre expressão dessa
crença sem que a mesma seja difamada e/ou oprimida por pessoas de outros credos.
Acabo de apresentar minha proposta de trabalho. Conto com você nessa luta que é nossa, é de todos nós.

DIREITOS HUMANOS: Trabalho escravo

Fiscalizar e promover ações para eliminação definitiva do trabalho escravo no país.
“É chegada a hora de encaminhar projetos de lei contra o trabalho escravo às nossas câmaras de vereadores e assembléias legislativas; de pedir denunciar os casos de escravidão à imprensa ou na internet e cobrar providências aos nossos prefeitos e governadores...
É chegada a hora de coletar mais assinaturas a favor da PEC 438 e enviá-las à Câmara Federal para que a mesma seja votada em segundo turno.” (A
escravidão nos desafia)

DIVERSIDADE: Combate ao bullying
Promover a conscientização da violência representada pelo bullying e
criar políticas de valorização da diversidade.
“O combate ao bullying passa por políticas de educação que estimulem,
entre os alunos (e também entre os professores!), os valores humanistas e o
respeito à diversidade.” (O que havia antes do bullying)

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Livre expressão das individualidades
Defender a liberdade de se expressar, e principalmente de ser, para
todo cidadão, independentemente de credo, raça, posicionamento político
ou orientação sexual.
“Este ambiente só pode ser desconstruído com atitudes como a sua - que
não tem medo de ser - e com o efeito pedagógico de leis que criminalizem
a homofobia e assegurem o direito de ser e o direito à vida àqueles que
também são cidadãos deste estado que se pretende democrático: nós,
homossexuais.” (Carta aberta a Jefferson Lessa)

DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: Proteção da infância em
todos os seus aspectos
Criar políticas públicas de proteção e de formação da cidadania das
crianças e adolescentes, principalmente nas áreas mais carentes.
“...Mas e a violência do Estado contra as crianças, quando lhes negam
alimentação, serviços de saúde e educação de qualidade e segurança
pública? Quem vai punir esta violência?... Resumindo, é preciso proteger a
infância em todos os seus aspectos, atentando para as violências que, de
fato, a ameaçam!” (Os lírios nascem das leis)
DEFESA DA MULHER: Violência sistemática contra as mulheres
Intensificar as ações de proteção à mulher e contra toda e qualquer forma de violência covarde.
“Como homem homossexual solidário às mulheres, eu me interessei pela repercussão do caso Eliza Samudio... não só aquela violência ordinária, construída ao longo dos anos em que uma menina se transforma em mulher e aprende a se tornar vítima,
ou aquela violência mortal que, por exemplo, pôs fim à vida de Eliza, mas, principalmente, por perceber aquela violência sistemática dirigida contra
todas as mulheres e que se expressa primeiramente na linguagem.” (Toda mulher é meio Eliza Samudio).

segunda-feira, 19 de julho de 2010

"Os partidos abrem mão de seus ideais em troca de apoio dos religiosos", diz Luciana Genro

Por Marcelo Hailer 19/7/2010 - 13:18

Luciana Genro, 39, iniciou sua vida política no Partido dos Trabalhadores (PT), no Rio Grande do Sul. Em 1994, foi eleita deputada estadual com 17 mil votos. Quatro anos depois, se reelegeria com o dobro de votos. Em seu segundo mandato, Luciana se tornaria uma liderança do PT gaúcho, prova disso é que se elegeu deputada federal com 100 mil votos. Em 2004, ela deixaria o PT no racha histórico que deu na fundação do Psol (Partido Socialismo e Liberdade), tarefa que a candidata realizou ao lado de Heloísa Helena.

A deputada federal está no fim de seu segundo mandato e este ano pleiteia permanecer no Congresso Nacional. Sempre ligada à questão dos trabalhadores e educadores, Luciana Genro também atua na defesa das mulheres e da comunidade LGBT.

A entrevista que você confere a seguir se dá em dois momentos. A primeira parte diz respeito a uma conversa que a deputada travou com a reportagem durante a I Marcha Nacional LGBT Contra a Homofobia, realizada no dia 19 de maio. Em seguida, Luciana voltou a conversar com A Capa, agora focada mais nas eleições e propostas para LGBT.

Com exclusividade, ela diz que será preciso "muita pressão" da comunidade gay para que o PLC 122 e a união civil sejam aprovados. A respeito da posição da candidata à presidência, Marina Silva (PV), sobre o criacionismo nas escolas, Luciana Genro classifica como "cúmulo do atraso".

O que você acha da realização da Marcha Nacional? Ainda existe um preconceito muito grande no Brasil com a diversidade sexual e essas marchas são fundamentais para quebrar essas concepções atrasadas e criar um clima de maior tolerância e respeito à diversidade.

O que você acha da Marina Silva defender o criacionismo nas escolas públicas?É o cúmulo do atraso.

Qual a sua opinião sobre as bancadas religiosas?As bancadas fazem com que o Legislativo seja o poder mais atrasado no reconhecimento dos direitos homossexuais e na luta contra a homofobia.

Você é otimista ou pessimista em relações às questões gays?Eu sou otimista. Acredito que o caminho vai para frente e nós vamos conseguir avançar, mas a custa de muita pressão.

De que maneira você pretende abordar a questão LGBT em um novo mandato?Como sempre abordei: apoiando as causas da comunidade LGBT, como o projeto que criminaliza a homofobia, e defendendo a livre orientação sexual.

Acredita na tese de que apoiar publicamente a questão gay faça com que o candidato perca votos?Pode até fazer em setores mais reacionários, mas não me preocupo com isso.

Assistimos neste momento ao brutal assassinato da Eliza Samudio e ficamos sabendo que ela já havia denunciado o jogador Bruno por agressão. Também escutamos comentários dizendo que ela era "maria-chuteira" e que andava com jogadores para cima e pra baixo. Pergunto: o que você acha dessas justificativas em torno de crimes machistas e homofóbicos: "a menina mereceu porque levava uma vida de vários companheiros", ou, "o gay mereceu apanhar/morrer porque era afeminado e dava muita pinta"?É o fim da picada! Não tenho palavras para definir a falta de caráter de alguém que ousa dizer isso!

Acredita que na próxima legislatura avançaremos nas questões da criminalização da homofobia, união civil e adoção? A cada ano temos pequenos avanços na sociedade, no sentido de diminuir o preconceito. Não sei se será neste ano que vem, mas tenho certeza que em breve conseguiremos. Mas será preciso muitas marchas, mobilização e pressão para dobrar o conservadorismo do Congresso Nacional.

A lei Maria da Penha foi aprovada, mas os crimes contra as mulheres ainda continuam frequentes. Caso o PLC 122 seja aprovado, pode ser que pouco ajude a diminuir os crimes homofóbicos. O que fazer além de se aprovar leis que criminalizam atos discriminatórios?As leis são um reflexo dos avanços já conquistados na sociedade. Temos que seguir a luta, e fazer com que os direitos proclamados nas leis sejam cumpridos.

Em relação aos temas dos Direitos Humanos, que nota você dá para essa legislatura do Congresso Nacional que chega ao fim?
Me parece que a nota é zero. Não foi aprovada nenhuma lei que significasse avanços.

Partes dos setores religiosos atuam nos Parlamentos a fim de impedir que os projetos de leis ligados à questão LGBT avancem. O que você acha dos partidos políticos negociarem votos com estes setores?Faz parte do balcão de negócios que a maioria dos partidos se submete. Abrem mão de seus ideais em troca de apoio. Sou contra isso e meu partido não faz parte desse jogo.


http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?origem=slide&codigo=11330&target=_self&titulo=%22Os+partidos+abrem+m%E3o+de+seus+ideais+em+troca+de+apoio+dos+religiosos%22%2C+diz+Luciana+Genro

O que havia antes do bullying?

08/07/2010
Por Jean Wyllys
Esta semana a Justiça condenou um estudante adolescente de Belo Horizonte a pagar uma indenização de R$ 8 mil por ter praticado “bullying” contra uma colega de sala de aula. Segundo os pais da vítima, o menino costumava chamar a garota de “tábua” e de “prostituta” e, não contente em lhe dar apelidos ofensivos, teria tentado cortar os cabelos da colega à força, levando-a a rejeitar o ambiente escolar.
Na época em que eu era colegial de escola pública, as violências verbal e física entre alunos ainda não tinha este nome – bullying - mas já existia. Naqueles meus tempos de escola, as vítimas preferenciais do bullying eram os alunos afeminados, os negros, os gordos e as meninas, necessariamente nesta ordem; quando o aluno pertencia, ao mesmo tempo, a dois ou mais grupos estigmatizados (por exemplo, uma menina negra e gorda), ele sofria as violências com mais freqüência e intensidade. Na época em que eu cursava o que hoje se chama de Ensino Fundamental, eu era constantemente vitima do bullying porque eu era sensível e afeminado. A violência não me levou sequer a pensar em desistir da escola, pois, meu amor pelo conhecimento e a certeza de que este me tiraria da miséria em que vivia superavam qualquer medo. Porém, o bullying me impedia de desfrutar de todo ambiente escolar. Por exemplo, na hora do recreio, eu não costumava sair da sala de aula por temer os apelidos e outras violências por parte de meus colegas. Mas nem todas as vitimas eram resistentes como eu. Muitas sucumbiram e abandonaram a escola. E a julgar pela notícia que abre este artigo, o ambiente escolar, em se tratando da violência entre alunos, não melhorou de lá para cá. A única diferença é o recurso à Justiça e o pedido de reparação pelos danos morais do bullying. Mas, como diz o poeta, as leis não bastam, os lírios não nascem só das leis.
O combate ao bullying passa por políticas de educação que estimulem, entre os alunos (e também entre os professores!), os valores humanistas e o respeito à diversidade. Porém, para falar em diversidade, é preciso, antes, falar de identidade. O que é uma identidade ou o que é ter identidade?
Este conceito – identidade – está presente em nosso cotidiano e em nossas relações mesmo que a gente não saiba. E o objetivo de discuti-lo é justamente melhorar a qualidade de nossas relações. E quando falo em melhoria em nossas relações não me refiro apenas ao benevolente apelo à tolerância e ao respeito para com quem é diferente de nós; refiro-me ao reconhecimento da existência do outro, ao amor ao que ele tem de diferente.
Posso dizer que a identidade é aquela idéia que temos de nós próprios como sujeitos integrados, inteiros, unificados e dotados das capacidades de razão, de consciência e ação; é um sentido de si estável: a idéia e o sentimento de que nós somos nós mesmos até morrer. A identidade é isso, mas, e a diferença, o que é? A diferença é tudo que não sou; é tudo que não somos. Nós tendemos a tomar aquilo que somos como sendo a norma, a partir da qual avaliamos ou desqualificamos aquilo que não somos.
Identidade e diferença são, sobretudo, resultados de atos de fala; precisam ser nomeados. Quando nos referimos a um colega negro como “aquele escuro que faz tal coisa”, ou a outro que é sabidamente homossexual como “a bicha que dá aula em tal lugar” estamos construindo a diferença por meio da fala e desqualificando-a. As diferenças são sempre impostas a partir da afirmação das identidades. E essa afirmação implica sempre hierarquia, exclusão e classificação (homens, brancos, bonitos, magros, jovens, letrados e ricos estão por cima, são incluídos e normais; mulheres, negros, feios, gordos, velhos, ignorantes e pobres estão por baixo, são excluídos e anormais). Ou seja, a hierarquização, a exclusão e a classificação são sempre feitas a partir do ponto de vista da identidade.
Como vocês podem perceber agora, mesmo não refletindo acerca da identidade, agimos em nome dela, por isso é importante discuti-la, entender sua produção, principalmente no âmbito da educação formal, que inclui relações entre alunos e professores tão diferentes entre si.

http://jeanwyllys5005.com.br/o-que-havia-antes-do-bullying
Colabore com a campanha

Jean Wyllys é citado no jornal Extra.

17/07/2010
O jornal Extra de hoje (17/07), na coluna  de Berenice Seara, comenta sobre a participação de Jean Wyllys, candidato a deputado federal (5005), no lançamento da candidatura de Marcelo Freixo, estadual (50123), na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) – Centro – RJ:
Ruborizado
Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSOL, ficou mais vermelho que tomate na feira, anteontem, no lançamento de sua campanha à reeleição. É que o ex-BBB Jean Wyllys, candidato a deputado federal pelo seu partido, mandou essa ao microfone, diante das 500 pessoas que estavam no auditório da ABI: “Marcelo é bonito, charmoso, capaz de seduzir até parede!”

Veja no Canal 5005 o vídeo em que Jean faz o elogio a Marcelo:

http://www.youtube.com/watch?v=rxtge0SK-Z0



http://jeanwyllys5005.com.br/jean-wyllys-e-citado-no-jornal-extra

COMUNICAÇÃO DA CAMPANHA MARCELO FREIXO 50.123

Amigos e amigas,
Foi criado um portal de voto na internet que tem importância para a campanha que estamos desenvolvendo por meio desse vasto mundo virtual. Convidamos todas e todos a manifestarem nesse espaço http://tvoto.virtualnet.com.br/ o voto em Marcelo Freixo 50.123, para deputado estadual. Além disso, pedimos que enviem o mesmo convite para seus amigos e amigas. Pode ser que ocorra alguma divulgação das votações e é importante que o Marcelo continue, como já está, em primeiro lugar.
Abraços.
Eduardo Alves